terça-feira, 20 de dezembro de 2011

E que venham os fogos!

Foto: WeHeartIt



Final de ano. De mais um ano da nossa coleção de acontecimentos chamada vida. Para uns, o momento ideal de fazer uma retrospectiva interna e ver o que deu certo, o que falta dar, e o que precisa ser melhorado. Para outros, nada mais que uma simples virada de página no calendário imaginário que criamos para separar em períodos nossas grandes expectativas de crescimento e conquistas.

Já parou para pensar se nosso dia-a-dia não fosse dividido em ano, mês, dia, hora? Seria uma loucura total. Precisamos nos guiar à partir de uma linha do tempo, que vai reger de forma ordenada nossas ações, os acontecimentos e aniversários.

Passou carnaval, páscoa, noivado da melhor amiga, comemoração por aumento de salário e por aí vai...passaram tantas coisas, mas porque outras insistem em ficar? Ficam alguns medos de tentar, um certo mau humor pelas manhãs, ficam pessoas que deveriam ter ido (e foram), mas ainda moram num canto do seu coração que precisa ser faxinado.

Como deixar ir tudo que não queremos? Simples: aceitando que realmente não queremos. Ah vai, o que a gente não quer, a gente joga fora, recicla ou doa, não é? Então pare de achar que você não quer mais ser meio mandão(dona), porque você quer. Você quer chorar de noite pelo(a) menino(a) que veio, balançou seu coração, e depois te esqueceu. Quer muito continuar sendo legal demais com pessoas que são legais de menos. Esse(a) é você.

Certas coisas não se mudam em um ano. Mas o que realmente vale é o esforço de tentar. E aceitar o que não pode ser transformado em tão pouco tempo, porque já nasceu com você. Julgamentos geralmente são muito cruéis, e julgar a nós mesmos às vezes é mais cruel ainda. Tenha carinho quando tomar consciência que anda errando em algum ponto, pois só com amor próprio podemos nos melhorar. Isso pode até parecer papo de “auto ajuda”, mas eu já testei e afirmo, funciona!

Então, em 2012 (e em todos os próximos “anos novos”), vamos combinar uma coisa? Comemoremos as vitórias, as tentativas e o que queremos que fique! Comemoremos tudo, porque esse tudo é o que nos forma, é a nossa vida. Paremos de nos culpar, nem tudo segue uma linha reta, não existem receitas de felicidade à venda nas melhores drogarias! Façamos valer à pena cada dia desse calendário que criamos, vivendo os ciclos e sabendo fechá-los quando necessário.

O Blog Coisinhas agradece imensamente o carinho e força de todos(as) os(as) leitores(as) e amigos(as) que, com toda a paciência e delicadeza do mundo, souberam ler, acreditar, elogiar e me fazer continuar com esse projeto tão especial! A vocês meus amores, um 2012 MARAVILHOSO!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Encontrando o caminho

Foto: WeHeartIt

Já dizia o sábio Lao Tze que “uma grande jornada se inicia com um passo”. Ok, até aí eu concordo. Mas tem uma coisa muito importante que o nosso querido Tze esqueceu de mencionar…para onde, meu Deus?

Quando pequenos(as), nossas mães e pais nos ajudam a seguir a diante, nos matriculando na escolinha, nos levando ao médico quando preciso, acompanhando-nos em festas de aniversário. Aí começamos a crescer, viramos adolescentes e decidimos andar com nossos próprios passos para todos os lugares. Mas quando a coisa aperta, a gente sempre corre para debaixo das asas protetoras. E depois, assim meio do nada, nos vemos adultos.

Agora sua mãe e seu pai, por mais que te apoiem, te orientem, dêem conselhos, cascudos e abraços de incentivo, não vão mais poder te acompanhar na escola, porque agora você já é formado(a), está prestes a fazer sua pós-graduação e talvez até vá morar um tempo for a do país. Você também tem que trabalhar. E os médicos todos é você quem marca, desmarca e marca de novo. Namorados(as)? Ainda precisam passar pelo aval da família, mas é você quem decide, e corre os riscos de dar certo ou não.

Toda essa liberdade é boa, não é? Uma delícia ser dono(a) do nosso nariz. Uma delícia pagar as contas sozinho(a), uma delícia resolver problemas de banco, maravilhoso ter que deixar de comprar “aquela super-mega-ultra calça jeans” para poder pagar o cursinho de inglês.  E é mesmo! Porque a vida é o que escolhemos, são os erros, os acertos e, principalmente, as tentativas esperançosas. Se nada dessas coisas existissem , do que valeria afinal tudo isso?

Nós, passarinhos recém-saídos do ninho, ainda não sabemos muito bem como voar. Muitas vezes, deixamos para “um pouco mais tarde”a nossa saída, guardando as asinhas quietas e juntinhas. Mas já notou como o ninho ficou pequeno? A gente se bate, não acha posição para se acomodar, a comida não alimenta mais a todos…é chegada a hora de “encontrar o caminho”.

E esse caminho, com certeza, será trilhado com a ajuda de seus amigos e familiares.  Um passo de cada vez, para não tropeçar. Às vezes tendo que voltar algumas casas do jogo da vida, mas sem desanimar. Um dia passamos de fase e vencemos a partida.

E aí, com um sorriso de satisfação, nosso “Lao Tze interior” dirá: “uma grande jornada se inicia com um passo, eu não falei?”.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cheios de nada ou vazios de tudo?

Foto: site WeHeartIt

Você ja se sentiu vazio? Um vazio que não é bom nem ruim, apenas vazio?

É muito comum nos tempos atuais estarmos sempre com a sensação de completude, como se toda a informação do mundo nos tornasse seres cheios de tudo. Mas o que seria esse tudo? Datas de aniversário lembradas nas redes sociais, notícias on time nos sites de grandes mídias, mensagens de saudade via sms, amizades virtuais, relacionamentos firmados através do status do Facebook… muita coisa, não é?

Mas, se por alguns minutos, poucos mesmo, você parar para refletir (sem ficar olhando se te chamaram no messenger ou se o Twitter foi atualizado), talvez perceba que falta alguma coisa. Falta, meus queridos(as), a vida. E a vida real acontece quando fechamos a telinha do nosso computador e olhamos ao redor, para nós mesmos(as) e para quem está ao nosso lado.

Claro que o mundo virtual nos possibilita diversas coisas, mas um dos seus defeitinhos é que nós costumamos substituir algumas atitudes presenciais por outras virtuais, o que acaba banalizando a relação entre pessoas. Muitas vezes, um abraço sincero é mais acolhedor num momento difícil que  apenas um “fique bem” enviado por mensagem. E tem horas que ouvir a voz de quem você gosta consegue mudar o seu dia, quem sabe a sua semana inteira, mas essa voz é trocada por um simples ‘’olá’’ deixado com uma carinha feliz no seu Orkut. Percebeu?

Perdemos tempo com tecnologias que apenas existem para nos auxiliar quando a presença física não nos é possível. Elas são feitas para unir o que está longe, e não para separar o que pode estar junto.  Letras digitadas são tão impessoais…não é possível que achemos que elas sejam tão gostosas quanto  ouvir aquela pessoa falando, gesticulando, mostrando com os olhos o que realmente quer dizer!

Você está lendo esse texto em um blog, na tela do seu computador, utilizando a internet. E o fato de estarmos ligados por um texto nos conecta, permite que se “una o que está longe”.  Depois de ler, poderá até achá-lo interessante e em seguida compartilhar com seus amigos pela web. Isso mais uma vez permite que se “una o que está longe”. Esse é o benefício das tecnologias.

Mas aí…bem, aí voce lembra que não vai a muito tempo na casa da sua amiga, aquela que te ajuda sempre que você bate em sua porta. E vocês se falam sempre, ah sim! Falam…por MSN. E por isso não notou que ela está mais magrinha, que tem novidades para contar durante um longo bate-papo no sofá e várias outras coisinhas que não cabem em 140 caracteres.

Parabéns então! Você acaba de se reconectar com a sua vida real, não permitindo que a World Wide Web “separe o que pode estar junto”. E como é bom estarmos recheados(as) de vida, não é?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sobre encontros e despedidas

Foto: site WeHeartIt


Eu acho a vida uma coisa inteligente. Assim como na natureza, a “lei do mais forte” impera em nossos relacionamentos. Talvez não no sentido literal, mas de um modo mais sutil. Você já parou para pensar que, por mais que nossos corações sejam grandes o bastante e nossas redes sociais possuam número de amigos ilimitados, a gente não consegue manter todo mundo que já conhecemos durante nossa caminhada ao nosso lado?

Pois bem, para que umas pessoas façam a diferença, outras precisam seguir em frente, nos deixando o aprendizado delas, coisas boas, arrependimentos, enfim, suas marcas. Ficam conosco apenas os seres que vieram para nos fazer companhia, mesmo que não gostemos muito dela. Aquela amiga que conhecemos no trabalho e que se tornou nossa irmã, mães e pais, inimigos (que por vezes nos ajudam a enxergar nossas próprias virtudes), namorados que viram maridos, enfim...aqueles personagens da nossa história que vão nos seguir até o grande “the end”.

É amigos, mas as coisas complicam um pouco quando não conseguimos perceber a hora de determinadas companhias partirem. Nós amamos, nos apegamos a elas, achamos que não iremos ser nós mesmos sem a presença delas. O nome para isso? Apego! Porque se algo deve ir e nós não permitimos, demonstramos que estamos apegados demais a esse algo para aceitar a dura realidade dos fatos: é chegada a hora de dar tchau.

Quando digo “tchau”, não estou me referindo ao que damos aos nossos amigos da cidade natal, quando vamos morar em outro lugar. Não me refiro ao adeus dado à mãe quando vamos morar sozinhos. Nem muito menos o até logo que dizemos a quem de fato partiu, mas para outra vida, a espiritual. Aqui me refiro ao “tchau” de verdade. Aquele tchau que deve ser dado custe o que custar, para nosso próprio bem, nossa sobrevivência.

Dói. Machuca muito. Mas liberta. Diga adeus e verá. Perceba que a vida precisa desse espaço aí que você durante muito tempo reservou para uma determinada pessoa. Ela precisa muito desse espaço para nele abrigar outro alguém, que precisa entrar na sua história. Talvez esse espaço vai ser o mais bem preenchido da sua vida! Vai ser o seu grande amor, vai ser um padrasto tornando-se o seu pai, vai ser uma amizade eterna. Vai ser o que você tanto necessita, mas que ainda não sabe.

E se dá medo se despedir, dá medo também dizer “olá” para quem chega. E muito mais medo quando quem chega é quem a gente sempre esperou, mesmo de forma inconsciente. Paramos e pensamos: Não, não deve ser. Tá tudo muito perfeito, muito certo...na certa tem algo de ruim escondido! E sabe o que acontece? Começamos a nos fechar, a temer, a duvidar, vem o ciúme, vem a falta de confiança em nós mesmos.

Quer uma dica? Permita-se viver! Se alguém demonstra que te ama, ame em retribuição! Vá fundo em uma amizade que já te provou ser real. Aceite essa nova mãe, novo pai ou novo irmão. E aquele parceiro de trabalho na certa pode ser quem vai te fazer crescer profissionalmente.

A vida é feita de um equilíbrio tão perfeito, porque não confiar em suas leis? Todo “adeus” traz consigo um “seja bem-vindo”.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Uma pequena mudança

Foto: site WeheartIt



O que é a vida, se não nós mesmos? Quer mudá-la? Mude-se. De lugar, de estado civil, de emprego, de cabeleleiro. Mude a si. Mas isso não é lá tão simples assim!

O que te faz pensar em mudança? A casa já não cabe mais você, toda a sua pilha de livros e o seu gato de estimação? O trabalho chato que te obriga a escrever relatórios sem nenhum fundamento? Aquela namorada que pensa mais em suas unhas pintadas do que em você? O que te faz transcender?

Ah, o ser humano. Pessoas confusas, em busca da felicidade, ao mesmo tempo desejando serem estáveis e mutáveis. E no meio desse turbilhão de sentimentos, vem a insatisfação. E é ai que você pára e pensa que talvez esteja fazendo tudo errado.

Tudo errado MESMO. Mas será? Será que talvez não fosse o caso de transformar? Poque transformar (que no dicionário, dentre outras definições, quer dizer “dar nova forma a”) é diferente de mudar (“remover, pôr em outro lugar”). Mudar pode ser muito radical. Transformar não. Porque a segunda opção nos dá a chance de usar o que já temos, numa espécie de reciclagem, não deixando necessariamente as coisas para trás.

Aí você pensa: - Desculpe, mas não há como reciclar meu namorado, aquele ali é insensível por natureza. Ok, ok...nem tudo pode ser reaproveitado meus queridos(as), mas muitas coisas têm esse poder. Afinal, não é que todos os itens da sua vida estão sendo inúteis para você. Seria uma tremenda falta de sorte se o fosse, e uma tremenda desatenção da sua parte.

Muitas pessoas não têm um bom convívio familiar em casa. Mas também, vamos combinar, querer que todos concordem com você 24h por dia é meio impossível, heim? Então pare de achar que a casa está muito bagunçada, ou que sua mãe fala demais, ou que seu cachorro deveria soltar menos pelos pela sala. Se Jesus, um grande orador, não conseguiu colocar em harmonia o pensamento universal (até o momento), não será a vossa senhoria que o fará. Apenas faça a sua parte, pensando em você e no bem-estar comum. Será uma grande transformação.

Será também uma grande transformação se você parar de reclamar do seu trabalho. Os classificados estão aí para lhe provar que existe outro caminho. E se no momento você não está podendo se dar a esse luxo, então, mais uma vez lembro-lhe: transformação já! Acorde sem medo de testar novas idéias, de atender mais educadamente um telefonema, de dizer bom dia ao rapaz do cafezinho. Não será uma grande mudança na carreira, mas será uma transformação no seu “eu profissional”.
 
Transforme seu guarda-roupa. Não comprando apenas, mas doando o que não lhe traz mais alegria ao usar. Existem por aí milhares de brechós beneficentes, abrigos de idosos, creches comunitárias e moradores de rua para receber aquela blusa meio fora da moda, aquela calça apertadinha e aquele moletom da época que você visitou o parque da Disney, quando tinha 14 anos. Doe. Transforme. No mínimo, ganhará novos espaços para as roupas da estação.

E a lista de transformações é grande. Mas tem uma, umazinha sabe, que é essencial. Sem ela, não adianta mover mundos e fundos. Ela se chama “transformação íntima”. Experimente se olhar no espelho do banheiro, aquele meio arranhadinho que serve para pentear cabelo, se maquiar, ver se a roupa está boa. Olhe bem fundo nos seus olhos refletidos nele. Veja como é seu sorriso, como seu cabelo cai sobre seus ombros. Olhe por alguns minutinhos antes de ir tomar seu banho. Se enxergue.

Viu? Viu você? Aquela pessoa cheia de expectativas sobre si, os outros, o mundo? Viu as olheiras cansadas das poucas horas dormidas por conta de reuniões até as 20h? Viu uma menina que ainda não se descobriu a mais linda da turma? Viu um pai que deveria abraçar mais seu filho, ao invés de tentar mudá-lo a cada instante? Você viu quem você é, quem você está sendo e quem você se mostra para os outros por aí?

Se você acha que alguma coisa que você viu refletida merece uma segunda chance, então renove-se! Recicle esse ser humano incrível que é você, mas que está escondido por trás de medos, ansiedades, desilusões, apegos. Use seus pontos fracos para te servirem de escada. Uma hora, você alcançará suas virtudes mais bonitas. Está com dúvidas sobre sua capacidade de se auto-reciclar? Faça uma pequena enquete entre amigos, colegas de trabalho, seguidores do Twitter, companheiros de mural no Facebook, sobre suas principais qualidades. Você verá coisas que jamais seu espelho lhe revelou. Isso porque nunca você o questionou verdadeiramente.

Parabéns! Seu processo de transformação começou! E ele, aviso de antemão, é eterno. Construído a cada momento, a cada dia, a cada virada de esquina. E nunca mais escreva em lugar algum a frase “preciso mudar a minha vida”. Em vez disso, faça um cartaz bem grande, cole na parede ao lado da sua cama, a palavra “transformação”. Porque a vida é você, e ela é sempre feita de uma pequena mudança, a cada amanhecer.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Uma carta para você

Foto: site WeHeartIt



Poucos sabem (ou lembram) o quão gostoso é escrever uma carta. Folhas de caderno, adesivos de bichinhos e super-heróis, canetas coloridas, poemas, letras de músicas, confissões, juras de amor, pedidos de desculpas ao amigo de infância...

Nos tempos de escola, as melhores amigas ganhavam cartinhas ao completarem mais um aniversário. Nos primeiros namoros, os meninos descobriam o quanto eram queridos por suas namoradas através das letrinhas com corações nos “is”. Mães e pais tinham orgulho de ganhar as correspondências cheias de errinhos de português dos seus pimpolhos. E nenhum presente tinha a audácia de ser entregue sem pelo menos um bilhetinho.

Aí todos nós crescemos. Ganhamos nosso primeiro computador. Entramos na faculdade. Compramos nosso primeiro carro. E as cartas...bem, as cartas ficaram para trás.

A vida é muito corrida. Em cada festa fazemos novos amigos. São muitos aniversários para lembrar. Trabalho, viagens, contas de luz. E as cartas? Estão guardadas numa caixa de sapato, dentro do armário, embaixo das roupas para doação.

E assim a vida segue. Mas eis que chega na sua vida um amigo. Ele mora longe, só está na cidade de passagem, irmão de sua amiga-mãe. E ele então pergunta: - qual seu endereço? E você responde, meio sem saber para quê ele perguntou. E então ele diz: - então tá, iremos nos falar por correspondência!

Plim! Em um passe de mágica, as canetinhas, adesivos, papéis decorados de cadernos antigos, envelopes comprados na vendinha da esquina, voltam a existir! E você se dá conta de como é linda sua letra, de como sabe expôr bem todo o seu carinho em palavras, de como são bem gastas as moedinhas que entregamos ao moço do correio.

E aí? Ainda tem anotado o endereço do seu amigo que agora mora longe? E o apelido carinhoso que deu ao seu avô, quando vocês ainda brincavam juntos de jogar bola? Lembrou de como sua mãe se enchia de alegria e de lágrimas nos olhos quando, no dia das mães, recebia o café da manhã na cama com uma cartinha cheia de desenhos sua?

Nenhuma banda larga dos melhores notebooks pode ser tão perfeita quanto a demora de uma ou mais semanas que se passam até aquela correspondência tão esperada chegar na nossa caixa de correio. A gente corre para o quarto, fecha a porta, acende o abajour, deita na cama, e lê. Como se nesta carta estivessem escritos os mais ocultos segredos do universo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ser feliz

Foto: site WeHeartIt


Todos queremos, mas será que fazemos por onde merecer?

E o que é felicidade? É um estado momentâneo da alma, ou uma reunião de bons momentos, que se constroem com o tempo, dedicação e carinho?
Sim, carinho. O primeiro carinho que devemos dedicar é a nós mesmos. Se cuidar, se ver como alguém capaz de tal feito. Se aceitar.

Aceitação. Palavrinha que merece destaque para se alcançar a tal felicidade. Aceitar-se como você é, melhorando cada vez mais, mas tendo em mente que nem tudo é mutável em apenas dois dias. Aceitar o outro. Nem sei o que mais é complicado...
Você nasce com o direito de ser feliz. Mas onde há direitos, há deveres a se cumprir. Cumpra o dever firmado consigo de acordar a cada manhã (às vezes à tarde também, hehe), respirar com profundidade, olhar pela janela, e afirmar: - sou feliz, apenas por estar aqui!
Amores que se foram? Problemas com a família? Trabalho chato? Sem grana, sem tempo? Calma!! Quem disse que a felicidade está te cobrando isso tudo? Que nada!

Felicidade quer de você apenas o esforcinho diário de sorrir. Mas não é sorrir apenas quando se ouve uma piada, ou quando se bebe um choppinho com amigos. É sorri assim bem fundo, um sorriso que vem lá de dentro dos rins, passa pelo coração (e lá fica um pouquinho, abastecendo), desvia entre o trajeto da garganta e... aparece no semblante! Esse sim é um sorriso sincero. Ele primeiro percorreu todo o seu ser, tomou consciência de todas as suas carências, todas as tristezas mal cuidadas e todos os sapos engolidos, para depois sair em seus lábios, meio assim de ladinho, como quem diz:

Ah...eu sei meu amor, você está num momento meio difícil. Mas sabe? Eu também vi, lá no seu coração, sentimentos muito bons. E na sua mente, nossa! Vi detalhes das melhores coisas que já aconteceram a você. E quer saber? Você vai ser feliz meu bem, pode apostar!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Como surgiu esse blog

Olá pessoal!

Meu nome é Raquel de Póvoas, geminiana, jornalista, pernambucana, criada na Bahia e residente no Rio de Janeiro! Sou daquelas pessoas que se adaptam ao sotaque local em dois dias, gosta de sucrilhos de chocolate [quase um vício, rs], assiste séries da Disney e que tem toda a sua infância e adolescência registradas em caderninhos, diários, poemas e histórias.

Feitas as devidas apresentações, vamos ao que interessa, o blog Coisinhas! Ele surgiu quando conheci a rede social Meme Yahoo!, em que seus participantes postam fotos e frases, uma espécie de Twitter, rs. Passei a ver as postagens e a me inspirar com as imagens e citações. Um tempo depois, conheci outra rede, dessa vez só de fotos, WeHeartIt. Foi então que comecei a postar fotos interessantes no Facebook com frases feitas por mim! Um dia uma colega me disse: - D+... Poderia juntar para uma coletânea e publicar! É excelente!, se referindo as minhas postagens. E daí, tomei coragem, e entrei para este universo!

Pretendo também compartilhar coisas interessantes, poemas meus e de outras pessoas, enfim, tudo o mais que possa se tornar as nossas Coisinhas!