segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Encontrando o caminho

Foto: WeHeartIt

Já dizia o sábio Lao Tze que “uma grande jornada se inicia com um passo”. Ok, até aí eu concordo. Mas tem uma coisa muito importante que o nosso querido Tze esqueceu de mencionar…para onde, meu Deus?

Quando pequenos(as), nossas mães e pais nos ajudam a seguir a diante, nos matriculando na escolinha, nos levando ao médico quando preciso, acompanhando-nos em festas de aniversário. Aí começamos a crescer, viramos adolescentes e decidimos andar com nossos próprios passos para todos os lugares. Mas quando a coisa aperta, a gente sempre corre para debaixo das asas protetoras. E depois, assim meio do nada, nos vemos adultos.

Agora sua mãe e seu pai, por mais que te apoiem, te orientem, dêem conselhos, cascudos e abraços de incentivo, não vão mais poder te acompanhar na escola, porque agora você já é formado(a), está prestes a fazer sua pós-graduação e talvez até vá morar um tempo for a do país. Você também tem que trabalhar. E os médicos todos é você quem marca, desmarca e marca de novo. Namorados(as)? Ainda precisam passar pelo aval da família, mas é você quem decide, e corre os riscos de dar certo ou não.

Toda essa liberdade é boa, não é? Uma delícia ser dono(a) do nosso nariz. Uma delícia pagar as contas sozinho(a), uma delícia resolver problemas de banco, maravilhoso ter que deixar de comprar “aquela super-mega-ultra calça jeans” para poder pagar o cursinho de inglês.  E é mesmo! Porque a vida é o que escolhemos, são os erros, os acertos e, principalmente, as tentativas esperançosas. Se nada dessas coisas existissem , do que valeria afinal tudo isso?

Nós, passarinhos recém-saídos do ninho, ainda não sabemos muito bem como voar. Muitas vezes, deixamos para “um pouco mais tarde”a nossa saída, guardando as asinhas quietas e juntinhas. Mas já notou como o ninho ficou pequeno? A gente se bate, não acha posição para se acomodar, a comida não alimenta mais a todos…é chegada a hora de “encontrar o caminho”.

E esse caminho, com certeza, será trilhado com a ajuda de seus amigos e familiares.  Um passo de cada vez, para não tropeçar. Às vezes tendo que voltar algumas casas do jogo da vida, mas sem desanimar. Um dia passamos de fase e vencemos a partida.

E aí, com um sorriso de satisfação, nosso “Lao Tze interior” dirá: “uma grande jornada se inicia com um passo, eu não falei?”.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cheios de nada ou vazios de tudo?

Foto: site WeHeartIt

Você ja se sentiu vazio? Um vazio que não é bom nem ruim, apenas vazio?

É muito comum nos tempos atuais estarmos sempre com a sensação de completude, como se toda a informação do mundo nos tornasse seres cheios de tudo. Mas o que seria esse tudo? Datas de aniversário lembradas nas redes sociais, notícias on time nos sites de grandes mídias, mensagens de saudade via sms, amizades virtuais, relacionamentos firmados através do status do Facebook… muita coisa, não é?

Mas, se por alguns minutos, poucos mesmo, você parar para refletir (sem ficar olhando se te chamaram no messenger ou se o Twitter foi atualizado), talvez perceba que falta alguma coisa. Falta, meus queridos(as), a vida. E a vida real acontece quando fechamos a telinha do nosso computador e olhamos ao redor, para nós mesmos(as) e para quem está ao nosso lado.

Claro que o mundo virtual nos possibilita diversas coisas, mas um dos seus defeitinhos é que nós costumamos substituir algumas atitudes presenciais por outras virtuais, o que acaba banalizando a relação entre pessoas. Muitas vezes, um abraço sincero é mais acolhedor num momento difícil que  apenas um “fique bem” enviado por mensagem. E tem horas que ouvir a voz de quem você gosta consegue mudar o seu dia, quem sabe a sua semana inteira, mas essa voz é trocada por um simples ‘’olá’’ deixado com uma carinha feliz no seu Orkut. Percebeu?

Perdemos tempo com tecnologias que apenas existem para nos auxiliar quando a presença física não nos é possível. Elas são feitas para unir o que está longe, e não para separar o que pode estar junto.  Letras digitadas são tão impessoais…não é possível que achemos que elas sejam tão gostosas quanto  ouvir aquela pessoa falando, gesticulando, mostrando com os olhos o que realmente quer dizer!

Você está lendo esse texto em um blog, na tela do seu computador, utilizando a internet. E o fato de estarmos ligados por um texto nos conecta, permite que se “una o que está longe”.  Depois de ler, poderá até achá-lo interessante e em seguida compartilhar com seus amigos pela web. Isso mais uma vez permite que se “una o que está longe”. Esse é o benefício das tecnologias.

Mas aí…bem, aí voce lembra que não vai a muito tempo na casa da sua amiga, aquela que te ajuda sempre que você bate em sua porta. E vocês se falam sempre, ah sim! Falam…por MSN. E por isso não notou que ela está mais magrinha, que tem novidades para contar durante um longo bate-papo no sofá e várias outras coisinhas que não cabem em 140 caracteres.

Parabéns então! Você acaba de se reconectar com a sua vida real, não permitindo que a World Wide Web “separe o que pode estar junto”. E como é bom estarmos recheados(as) de vida, não é?